Pausa para leitura :: Ana Terra



14 de abril de 2013 - Postado em: Mais

 

an terra

por Isabela Lapa*

Ana Terra é um clássico da literatura brasileira e é um dos capítulos da trilogia O TEMPO E O VENTO, um grande sucesso do escritor, que retrata de forma única o processo de formação do Estado do Rio Grande do Sul.

Este livro conta a história da família Terra e se passa no período de 1777 a 1811. Como personagem central, Veríssimo traz Ana Terra, uma jovem que vive com a família e, em um dia comum, encontra um índio (Pedro Missioneiro) ferido. Com a ajuda do pai (Maneco Terra) e dos irmãos (Antônio e Horácio), ela socorre o homem.

Apesar do clima de desconfiança gerado inicialmente, aos poucos ele foi se mostrando habilidoso, culto e muito útil, o que fez com que se instalasse nas terras da família.

Ana, que se sentia solitária e que estava desenvolvendo os interesses sexuais, criou um misto de sentimentos pelo índio: ódio, admiração, paixão etc. Em uma tarde comum, se entregou a ele e engravidou.

A notícia da gravidez de Ana chega ao conhecimento da família, o que altera completamente a relação entre eles. O pai resolve ignorá-la e ordena que os irmãos levem Pedro a um lugar distante e o matem. Um clima de animosidade permanece por um grande período.

Com o nascimento da criança, que recebe o nome de Pedro em homenagem ao pai, a situação se mantém. O avô e os tios o desprezam e a única pessoa que lhe dá atenção e carinho é a avó, Dona Henriqueta, mãe de Ana e uma mulher forte, determinada e, da sua forma, amável.

Porém, um tempo depois, Dona Henriqueta falece, o que causa em Ana certo alívio, por saber que a partir daquele momento a mãe não seria mais escrava e sua alma estaria livre.

Anos depois, a família Terra começa a plantar trigo. Por tal razão, o avô e o neto se aproximam e a relação familiar começa a melhorar. Ocorre que um grupo de castelhanos invade a fazenda dos Terra e, além de matar os irmãos de Ana e o seu pai, roubam toda a plantação. Os castelhanos a estupraram e humilharam, mas em meio a tudo isso ela se manteve forte e segura.

Este fato encerrou uma fase da vida de Ana. Sem alternativa, ela saiu da fazenda com a ajuda de um grupo e foi em busca de um lugarejo denominado Santa Fé. Lá, construiu seu próprio rancho e se tornou a parteira da região.

Após um período no local, as guerras começaram e Ana vê Pedro, que já estava com 20 anos, sair da cidade para lutar. Após a espera dolorosa de quase um ano, ele retorna, casa com uma boa mulher, tem dois filhos (sendo que uma é Bibiana, personagem central de outro livro da série) e vive em paz com a família.

No entanto, após um tempo é novamente convocado para a guerra. E neste cenário de espera e de solidão, que é um dos assuntos centrais do livro, a história chega ao final.

Sobre o contexto e a narrativa:

Como já mencionamos, a história do livro retrata os anos de 1777 a 1811. Um período histórico permeado por pobreza, sofrimento e guerras.

No entanto, Érico apresenta uma personagem que se relaciona de forma segura e firme com toda a solidão, a tristeza e as dificuldades enfrentadas pela família, o que representa a sua visão acerca das mulheres gaúchas da época.

Durante o livro lida com temas como violência, hierarquia entre homens e mulheres, submissão, erotismo etc.

Um grande destaque é a passagem do tempo, que é feita por meio das estações do ano. Não existem menções a calendários e, em regra, a definição dos anos é imprecisa.

O nome da saga, inclusive, reflete bem a idéia do autor: o tempo traz os acontecimentos e, na maioria das vezes, eles vêm acompanhados pelo vento. Inclusive, a história começa com a frase “Sempre que me acontece uma coisa importante, está ventando”.

Trata-se de um livro agradável, com uma narrativa simples e em terceira pessoa, que consegue encantar o leitor por várias razões, entre elas, pelo importante contexto social (família, formação de um povo etc).

Passagens interessantes:

Naquela casa nunca entrava nenhuma alegria, nunca se ouvia nenhuma música, e ninguém pensava em diverimento. Era só trabalhar o quanto dava o dia. E a noite – dizia Maneco – tinha sido feita para dormir.

Os dias que se seguiram foram para Ana Terra dias de vergonha, constrangimento e medo. Vergonha pelo que tinha passado; constrangimento perante Pedro, quando o encontrava diante de outras pessoas da casa; e medo que estas últimas pudessem ler nos olhos dela o que tinha acontecido.

Era assim que o tempo se arrastava, o sol nascia e se sumia, a lua passava por todas as fases, as estações iam e vinham, deixando sua marca nas árvores, na terra, nas coisas e nas pessoas.

Um dia – pensou ela – havia de mandar o filho para uma escola. O diabo era que não existia nenhuma escola naqueles cafundós. Ouvia dizer que um homem na vila do Rio Grande tinha aberto uma aula para ensinar a ler, escrever e contar. Mais tarde, quando Santa Fé fosse povoado, talvez o coronel mandasse abrir uma escola, se bem que no fundo ela achasse que uma pessoa podia viver muito bem e ser honrada sem precisar saber as letras.

No inverno de 1806 Ana ajudou a trazer para o mundo seu segundo neto, uma menina que recebeu o nome de Bibiana. Ao ver-lhe o sexo, a avó resmungou: “Mais uma escrava.” E atirou a tesoura em cima da mesa num gesto de raiva e ao mesmo tempo de alegria.

(*) Isabela Lapa é advogada e
uma das criadoras do delicioso blog Universo dos Leitores

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Dia de noiva :: Derlayne



13 de abril de 2013 - Postado em: Casamentos Reais , Noiva , Noivo , O Casamento

A noiva blogueira da vez é a Dêeh Perez, do Coisas da Dêeh.
Uma querida que conheci nos tempos de orkut e por quem tenho um carinho enorme e admiração por sua força.
Vamos ao dia especial :: 22 de setembro de 2012

“Quem me conhece sabe minha origem… rs. Venho da comunidade do Orkut (Cantinho das Noivas de Minas), onde entrei por coincidência e lá me encontrei! Na época, eu não sabia nem o que era lágrima de alegria, mas lá aprendi muitaaaaa coisa, vi muitaaaa coisa, vivenciei muitaaaa coisa, e conheci pessoas incríveis! Tudo começou em 2011, de lá pra cá, migramos para o face, mas a união continuou e graças a essa comunidade, pude fazer tudo o que queria para meu grande dia e assim torná-lo especial e perfeito aos meus olhos!

Escolhemos sem querer a data e o mês mais procurado do ano de 2012 (22.09)! E por isso a correria para fechar com os fornecedores foi frenética! Hahaha. Tive alguns desgostos na minha caminhada, mas nada que o apoio de um noivo (agora marido), suuuper compreensivo não ajudasse! Por exemplo, não consegui casar na igreja que queria, acabamos nos casando na Nossa Senhora do Carmo! Mas pra falar a verdade, tudo que queria e não consegui no meu casamento, foi substituído por algo muitooo melhor e abençoado! Chamo isso de Glória Divina! Foi a benção de Deus que esteve o tempo todo ao nosso lado, nos ajudando e iluminando nossos passos e assim nos mostrando que estávamos fazendo a coisa certa e o quão contente e satisfeito Ele estava com a nossa união!

Escolhemos nossos fornecedores a dedo! O convite e papelaria foram feitos por mim! E o que posso dizer hoje? É que graças a Deus deu tudoooooo, exatamente tudooo certo no nosso dia! Fui tratada como uma rainha no meu dia da noiva, e o noivo também não ficou de fora, ele teve dia do noivo e foi tão mimado quanto eu! rss Não tivemos imprevistos e ficamos incrivelmente satisfeitos!!

A cerimônia não poderia ter sido mais liiiindaaa (fiquei muitooooo nervosa ao entrar), mas não tropecei e nem fiz feio! Hahaha Entrei com meu vestido dos sonhos, segurando um bouquet tão deslumbrante quanto! O coral tocava e cantava lindamente! Era algo mágicooo naquela igreja tão enooooorme e imponente!

A festa estava perfeitaaaaa! Decoração liiiiindaaaa e tudo que pedi ou que eu mesma fiz, estava lá, nos seus devidos lugares, tornando o salão que já era lindo, ainda mais belo! Fiquei boquiaberta quando entrei e vi tanta beleza!
Bebida e comida a vontade! Tudo deliciosoooooooo! Aproveitamos ao máximo tudoo o que pudemos e até hoje sentimos por aquele dia tão especial ter passado tão rápido!

Bjinhus de uma eterna noiva saudosa! Dêeh”

Vejam as fotos:

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Realização

Vestido :: Alexandre Dutra
Cabide :: Feito pela Camila Magalhães do Blog: Vou me casar em BH
Sapato :: Via Velle Calçados
Brincos :: Glam’s Acessórios
Dia da Noiva :: Wilsiney Ribeiro
Bouquet :: Vanessa Perdigão
Dia do Noivo :: Andréa Horsth
Cerimonial :: Graal Cerimonial
Foto :: Wagner Tamietti
Filmagem :: Ativa Foto e Vìdeo
Igreja :: Nossa Senhora do Carmo
Decoração :: Pedra Angular Noivas
Coral :: Carpe Diem Coral & Orquestra
Damas :: Bouquet Rosé Noivas
Floristas :: Vestidos feitos pela Dona Sônia
Pajem :: Noivas de Maio
Recepção :: Verrine Recepções
Decoração :: Vanessa Perdigão
DJ :: Patricia Prado
Buffet :: Cléo Perrella
Drinks :: Drink & Art
Bolo :: Garden House by Carminha Drumond
Topo de bolo :: Janaína Almeida
Bem Casados :: Marlene Bem Casados
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Inauguração do Atelier Ana França



12 de abril de 2013 - Postado em: Noiva , Vestido

No finalzinho de fevereiro fomos convidados a participar da inauguração do atelier da estilista Ana França.

Apesar da gente já ter ouvido falar dela, não conhecíamos pessoalmente o trabalho, estávamos mesmo curiosos.

Logo de cara a impressão foi ótima. Bem localizado na região da Pampulha, o atelier é um espaço super gostoso, bem decorado… e com vestidos lindos – já é daqueles lugares indispensáveis de ir quando está procurando o seu.

Fizemos uma entrevista com a Ana França. Aproveitamos para postar aqui juntamente com as fotos da inauguração.

BH Casamentos – Como surgiu o amor pelos vestidos de noiva?

Ana França – Poderia dizer que surgiu desde criança. Sempre fui apaixonada por moda do século XVII e aqueles lindos vestidos de princesa. E eu transferi essa paixão para as princesas do século XXI: as noivas! Pra mim, não tem nada mais nobre no universo da moda do que moda noiva! É a peça mais sonhada e idealizada pela maioria das mulheres, e que jamais cairá no esquecimento. Então, eu realmente amo fazer parte do desenvolvimento dessa peça tão especial e eterna.

BHC – O que significa ter agora o seu atelier com sua assinatura nos vestidos?

AF – O ateliê é a realização de uma das grandes metas da minha vida. Sempre idealizei ter um espaço meu, onde pudesse atender minhas clientes do meu jeito, e proceder de acordo com minhas regras. E é assim que funciona lá. É um privilégio poder trabalhar com o que amo, e construir diariamente meu sonho, a partir do sonho de outras pessoas.

BHC – Quais são as suas maiores inspirações?

AF – Minha grande inspiração profissional é sem sombra de dúvidas a Wanda Borges. Acho ela um exemplo de excelência e bom gosto. Mas como meus vestidos surgem a partir do sonho das clientes, definitivamente elas são a maior inspiração. Por isso faço tanta questão de conhece-las, conhecer a história de cada uma e do casal, pra que de certa forma isso reflita no vestido.

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Participaram:

Assessoria e Cerimonial :: ME Produção de Eventos
Bem casado :: Jolie Buffet
Buffet :: Mônica Jacinto
Decoração :: Crème de la Crème
Doces :: Fernanda Bacelar
Espumante :: Unique Bebidas Finas
Fotografia :: Ana Paula Aguiar
Papelaria :: Oficio Convites

Ah! A reforma e decoração do atelier ficou por conta da Camila, do Atelier Camila Gomes (que também é decoradora de ambientes), que recebeu muitos elogios. Ficou lindo mesmo.

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