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Casamento :: Aline e Alisson

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Casamento :: Aline e Alisson

Sabem aquele ditado que diz que na adversidade é que conhecemos o verdadeiro amor??

Não sei se isso é regra, mas, no caso da Aline e do Alisson, foi a mais pura verdade, e ela fez questão de contar pra gente sua história de superação e o quanto o amor do seu (hoje) marido foi importante.

E assim começamos 2014… acreditando que a fé e o amor movem montanhas.

No dia 18/11/12, faltando 6 meses para me casar adoeci gravemente. Endometriose grave, cisto no ovário, mioma na vagina e ainda tive que tirar 10cm do meu intestino, pois a endometriose havia alcançado a alça que fica próxima do útero. Passei por uma cirurgia por meio de uma videolaparoscopia e, por ter ficado mais de nove horas na mesma posição (deitada e com as pernas erguidas) parei de andar. Fui diagnosticada com “Neuropatia por compreensão”. Eu parecia um boneco “João bobo” (aquele inflável que fica balançando nas portas das lojas), pois além das minhas pernas estarem muito inchadas e extremamente doloridas, para que meus pés ficassem totalmente no chão, meu corpo se projetava para frente.

Sem saber se eu voltaria ao normal ou não, se perderia meu útero ou não, o meu esposo Alisson Marques, outrora noivo, me surpreendeu: acreditando no milagre do Senhor em todo o momento, nunca pensou em desistir de casar, ou até mesmo adiar nosso casamento. Passei por muitas lutas, pois estava com suspeita de estar com trombose nas duas pernas (o que não é comum), além de ter perdido totalmente a sensibilidade na planta dos pés. Em meio a muitas orações e tomar mais de 10 remédios diariamente, meus nervos começaram a reagir. Passei a ter descarga elétrica nos pés, formigamentos, queimação constante, sensibilidade invertida (parestesia)… Enfim, sentia dor 24h ininterruptas (o que me levou a ser internada na semana do ano novo). É importante ressaltar que um nervo se regenera 1 milímetro por mês e demora em média de 1 ano para recuperar totalmente.

No dia 28/12/12, passei a fazer fisioterapia. Chegando lá fui informada pelo fisioterapeuta que não entraria no meu casamento andando e muito menos de salto alto. Sei que ele (Dr. Henrique), estava falando aos olhos da ciência, mas eu estava tão determinada e com tanta fé (que as vezes chegou a se abalar) que eu entrei de cabeça na fisioterapia. Senti muitas dores, chorei muito no colo dos meus pais e do meu noivo. Que também choravam por me ver sofrer tanto e não poderem fazer nada. Minha mãe, abriu mão do emprego para cuidar de mim. Meu pai, constantemente orava, e procurava atender todos os meus pedidos. O Alisson se contentava em chegar na minha casa e me ver dopada de remédios, dormindo, chorando… mas ele estava lá. Atravessava a cidade para “teoricamente” me namorar.

Em abril fizemos o nosso chá de panela. Eu andava mancando, mas andava. Os pés já estavam mais firmes no chão em relação a data da cirurgia. No mês de maio, um mês antes do meu casamento, fui ao shopping Boulevard, em BH, e encontrei o sapato que eu tanto sonhei. E o salto? Apenas dois dedos do chão. Ousei e experimentei na loja. Quando vi que eu conseguia andar (devagar é claro), chorei muito e glorifiquei a Deus pela fidelidade dEle, pois ali vi que não entraria de sapatilha no meu casamento. Mamãe me deu de presente e voltamos para casa.

No dia 22/06/13, finalmente chegou o meu tão sonhado casamento. No dia da noiva senti um pouco de dor, mas para honra e glória do Senhor, eu entrei de salto, andando e o melhor de tudo: sem mancar no meu casamento. Na hora dos votos o Alisson me surpreendeu mais ainda, pois o voto fazia analogia à nossa história e, principalmente à enfermidade que sofri. Todos os convidados choraram. Segue apenas um trecho do voto feito pelo meu lindo esposo:

“Minha pretinha! (…) você temia não conseguir entrar no nosso casamento de salto e andando por causa da insensibilidade dos seus pés e também porque as pessoas não acreditavam que isso poderia acontecer. Mas você entrou! E se isso não acontecesse eu te carregaria até o altar. Mesmo porque anjo não precisa sentir os pés, pois eles voam! (…) Você é meu anjo. E anjo não precisa sentir os pés porque andam nas nuvens. Sinta as nuvens, porque está perto de Deus e dentro do meu coração!”.

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