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Casamento inspirador :: Anna e Militani

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Casamento inspirador :: Anna e Militani

Convenci a Anna a contar a história de amor dela com o Militani pra gente aqui. Eles completaram 3 anos de casados em agosto e estava tudo guardadinho ainda… Ahhh que não aceito isso, ainda mais com tantos detalhes especiais e inspiradores.
Ela veio me dizer que achou o texto grande, mas o bom é assim que a gente se envolve mesmo. Eu amei, tenho certeza que vocês vão se apaixonar também.

Hoje é um dia especial: fazem 3 anos da nossa cerimônia de casamento, onde oficializamos junto com grandes amigos e família a união do nosso amor. Decidi então escrever um texto e contar um pouco de como foi a criação da identidade visual e papelaria do meu casamento. Quando fui desenvolver a identidade para o meu próprio casamento percebi o quão difícil é criar para si mesmo e que é impossível ter distanciamento das emoções que me envolviam.
Tivemos pouco tempo para pensar no casamento, apesar de termos noivado um ano e meio antes de casar, devido a problemas muito difíceis de saúde na família que nos impossibilitaram de pensar em casamento durante um ano. Quando faltavam pouco mais de 6 meses para casar foi quando começamos a organizar tudo.

 

A NOSSA HISTÓRIA

A nossa história é envolvida por algumas coisas: música, maracatu, girassol e muita cultura popular. Eu sou artista visual e designer e o Militani ator e músico, então tudo em volta da gente tem alguma coisa ligada a arte. Nos conhecemos através do Maracatu, eu fazia oficina no grupo que o Militani era integrante. Eu comecei a tocar um instrumento chamado agbê e ele tocava tambor. A gente falava que nosso amor batia em ritmo de afoxé e, realmente, nossos dias juntos eram embalados por muito batuque e ritmos populares. O girassol desde sempre simbolizou nossa história e depois descobrimos que ele tem um significado lindo que dizem que, em dias nublados quando o sol se esconde atrás das nuvens, um girassol se vira para o outro para trocar energia. É uma linda metáfora para o casamento, onde um está para outro independente da alegria ou adversidades, sempre fortalecendo mutuamente.
Nos nossos dias juntos o som era embalado com muito Milton Nascimento, Clube da Esquina, Vinícius de Moraes, Beatles, Led Zeppelin, Maracatu de Baque Virado, muito carnaval e as várias músicas que o Militani criava para mim. Isso tudo virou a partitura da nossa história e obviamente ela fez parte da criação da nossa identidade.

 

IDENTIDADE VISUAL DO NOSSO CASAMENTO

O meu desafio era unir tudo isso e transformar em várias peças para o casamento. Comecei com algumas tentativas de esboços, aquarelas, desenhos e nanquim. Uma das coisas que fiz primeiro e deu certo foi a aquarela de girassol, fiz várias outras depois mas acabei usando a primeira. Já para a estampa da identidade, eu queria criar algo que falasse sobre nós, mas não conseguia chegar em um desenho que representasse bem o que eu queria.
O que me ajudou a resolver esse problema, por incrível que pareça, foi a escolha do meu vestido de noiva (por isso que digo que a identidade serve para tudo). Na escolha do vestido eu cheguei com uma ideia de que ele fosse curto na frente e longo atrás, queria também a saia bem rodada e a blusa estilo cropped. A ideia principal que levei para o meu vestido foi que queria uma estampa colorida do lado de dentro da saia pelos seguintes motivos: primeiro porque eu amo estampas, sempre fui daquelas pessoas que misturava cores e estampas e, segundo, porque como eu e Militani nos conhecemos através da cultura popular e ela selou nossa união, eu queria trazer a cultura popular de diversas formas e, uma delas, era através do vestido. As saias rodadas e floridas são imensamente características na cultura popular, então, para mim, estava mais que decidido que teria uma estampa na parte interna da saia. E aí, surgiu a ideia de eu mesma desenhar essa estampa.

 

A ideia parecia sensacional para quem não sabia que ficaria em torno de uns dois meses desenhando e tratando digitalmente a estampa. Mas o esforço valeu a pena. Depois de muita dificuldade de definir qual seria a linha do desenho, a estilista do meu vestido me deu dois pedacinhos de retalho de uma renda que me trouxeram um insight e inspiração. As rendas em geral são vários desenhos conectados por linhas, como se todos estivessem unidos por esses pontos. Tive a ideia de criar uma renda com os ícones da minha história com Militani. Peguei a caneta nanquim e desenhei um girassol estilo renda, conectado por um agbê e por um tambor. A renda simbolizou a ideia da união de todos os elementos, já que estavam “costurados” juntos formando uma nova história. Depois tratei o desenho digital e criei a padronagem da nossa estampa. Essa estampa que contava nossa história virou a parte de dentro da saia do meu vestido de noiva também com um fundo na cor rosa. Militani usou um terno na cor azul claro com gravata borboleta.
Pronto! Daí as coisas começaram a fluir. As nossas cores escolhidas foram o azul, o rosa e o amarelo: azul dos olhos do Militani, a cor que me fez apaixonar por ele, rosa uma das cores que eu mais gosto e que é a cor de goiaba (apelido que Militani me deu no início de namoro, “goiabinha”, porque eu adorava usar as cores coral e rosa) e o amarelo do nosso girassol.

PEÇAS DO CHÁ E CASAMENTO

No chá de panela, aproveitei para criar algumas peças com a nossa identidade: rótulos para as garrafas personalizadas na decoração, toppers para os mini sanduíches, tags para canudos, quadrinhos com frases de músicas que contam nossa história, cachepôs para pipocas gourmets e amendoins, adesivos e tags para os pães de mel, caderno de assinaturas com caixinha personalizada, entre outros. Para agradecer os convidados, além dos pães de mel, demos de presente saquinhos personalizados com sementes de girassol para os convidados plantarem e semearem muito amor por aí.

No casamento, fui fazendo o que o tempo permitia (como contei no começo tivemos apenas 6 meses pra organizar tudo). Fizemos um presente para os padrinhos e os nossos pais bem divertido: como amamos cerveja e é outra coisa tudo a ver com a nossa história, fizemos elas personalizadas dentro de uma lata com a nossa estampa e um convite estilo móbile bem lindo. Para os pajens e daminha, foi a mesma coisa, com a diferença da bebida, que colocamos coca-cola e também bombons e um suspensório. Fizemos também tags, menus, capinha do nosso celular e quadro negro.

 

O CONVITE

Para o convite a gente queria algo simples, assim como simples era o nosso amor, mas que ao mesmo tempo ficasse marcado por levar nosso carinho para quem amamos. Convite é isso: contar histórias, informar sobre o evento e levar um pouco de amor em forma de papel para o convidado. Pensamos juntos e tivemos a ideia de fazer várias partes: envelope na cor azul em formato carteira com a estampa impressa na parte de dentro e de fora, ao abrir, tinha uma cinta na cor rosa com a estampa impressa também e dentro da cinta 3 partes do convite, a primeira era o convite mesmo, a segunda foi uma imagem da aquarela que eu fiz com um trecho de música que o Militani fez sobre a nossa história de amor e a terceira parte foi um marcador de página com corte a laser com o nosso girassol. Fechamos o convite com uma cinta de papel texturizado e uma tag com nome do convidado. O legal desse convite é que além de muitos amigos e familiares terem ficado encantados com ele, vários nos enviaram fotos do quadrinho com a aquarela e música emoldurados decorando a casa de cada um ou até mesmo em um quadro de fotos, mandaram também fotos do marcador de página sendo usado em livros que estavam lendo, e muito mais. Isso para a gente significou muito. Era o mais importante que aquele convite trouxesse significado para nossos convidados também.

OUTROS DETALHES

Eu sou muito detalhista e intensa e gosto muito de envolver as pessoas que amo nos meus momentos de alegria. A esposa do primo do meu marido, Aliny, tornou-se muito amiga minha e ela é artista visual também, sua especialidade são as lindas peças em cerâmica que faz. Eu, sempre encantada com o trabalho dela, pedi a ela que fizesse o nosso porta-alianças: um girassol feito de argila pelas mãos da nossa amiga e comadre querida. E como tudo tem história, a pessoa escolhida para carregar as alianças foi uma pessoa mais que especial. A irmã mais nova do meu pai, tia Anna, quando tinha seis aninhos foi a escolhida para carregar as alianças do casamento dos meus pais, desde então ela e minha mãe só se chamam de “cunhadas di ouro” porque ela carregou as alianças de ouro deles. Tia Anna é especial de inúmeras maneiras, ela nos ensina diariamente o significado do que realmente é o amor, ela é a doçura em pessoa, só emana carinho, além de ser uma figurinha. Não tinha como escolhermos outra pessoa, foi a nossa madrinha “di ouro” e, carregando o lindo girassol de cerâmica feito pela Aliny, levou nossas alianças ao altar.

O sobrinho e afilhado do meu marido, Nandinho, entrou como pajem e levou a foto da minha querida sogra que faleceu menos de um ano antes do nosso casamento. Foi pura emoção. Além do Nandinho, mais três priminhos meus entraram como pajens, Bernardo, João Pedro e Joaquim e uma aluna de violão do Militani, Clarinha, foi a nossa daminha.

 

Outros detalhes: cheguei na igreja de fusquinha amarelo. Custei para conseguir um fusca do jeito que queria e, por acaso, conversando com um casal de noivos clientes meus, descobri que o noivo tinha um fusca amarelo de colecionador. E ele topou me levar no casamento. Fiz também um buquê de flores com as nossas cores, rosa e azul e os lindos girassóis amarelos.

 

Muito importante: eu e Militani temos uma “filha”, é uma labradora linda, que se chama Duda Goiabinha. A Duda é muito grande e como casamos na igreja a logística para leva-la para participar era muito difícil. Por isso levamos ela para as nossas fotos pré-wedding em Ouro Preto para produzirmos o nosso save the date.

TATUAGEM

Desde que comecei a fazer a aquarela do nosso casamento, decidi que queria fazer uma tatuagem. Não necessariamente era para simbolizar o casamento apenas, mas é porque aquele girassol representava um momento de vida, felicidade, conquistas, entre outras coisas mais. Decidi fazer escondida e de surpresa a tatuagem 15 dias antes do casamento. Quando mostrei para o Militani o girassol do nosso convite tatuado no meu braço esquerdo ele quase morreu de tanta emoção e disse imediatamente que queria fazer uma igual. Assim, construímos uma aliança além dos próprios anéis de ouro, nossos girassóis tatuados no braço esquerdo, que é o mesmo da aliança, ficaram eternizados como nosso elo de amor. E, como tudo envolvem pessoas queridas, a tatuagem foi feita por um grande amigo meu, super talentoso, Haron.


MARACATU

Como gostamos de ter o talento das pessoas que amamos por perto, chamamos amigos do maracatu para iniciar e fechar nossa cerimônia. Fizeram os tambores rufarem na minha entrada, antes da música do Lô Borges “Quem sabe isso quer dizer amor” anunciar a minha ida ao altar. Na saída a mesma coisa, os nossos amigos puxaram toadas de maracatu e eu e Militani tocamos, cantamos e dançamos juntos com eles celebrando nosso amor. Foi uma delícia.

O nosso amor espalhou e retornou para gente de muitas formas. Uma amiga muito querida, a Mirna, fez de presente para nós um agbê (aquele instrumento que eu falei que tocava) com as cores do convite (azul e rosa) e ao fundo do agbê, ela mandou desenhar um girassol igual ao do nosso convite e na boca da cabaça ela pediu para desenhar os detalhes da nossa estampa e gravou também a data do nosso casamento. Coisa mais delicada.


AMOR TRANSBORDA

Outros presentes lindos ganhamos inspirados no nosso convite: meu padrinho de batismo, Marco, fez uma caixa de madeira e gravou o desenho do girassol nele e a data de casamento. Nessa caixa ele colocou um presente e passou a caixa pelos convidados durante o casamento pedindo a cada um para deixar um recado para gente. Depois ele mandou eu e Militani martelarmos a caixa sem ver o que tinha dentro e nos deu a notícia que a gente só poderia abrir a caixa depois de 1 ano de casados. Acreditem, conseguimos esperar 1 ano para abrir a caixa! Hahahaha. Ganhamos também da sogra da minha prima uma luminária linda com a frase da música do Militani escrita no convite “um tambor gira a roda, um agbê girassol”.

Nosso casamento foi cheio de mãos e carinhos. Desde o chá de panela até o dia do casamento. Meus tios queridos que são fotógrafos fotografaram e filmaram, meus pais que apoiaram em tudo do início ao fim, amigos e família ajudando a organizar detalhes, chá de panela e o próprio casamento. Tudo foi feito com muito amor e carinho.

Isso tudo para mim é símbolo de que nosso amor transbordou e não coube apenas dentro de nós. Foi muita felicidade envolvida.

Para finalizar, vou copiar aqui o trecho da poesia de Vinícius de Moraes e Baden Powell que Militani recitou para mim no nosso primeiro encontro e declamou novamente no altar no dia do casamento.

“Quando me pergunto
Se você existe mesmo, amor
Entro logo em órbita
No espaço de mim mesmo, amor

Será que por acaso
A flor sabe que é flor
E a estrela Vênus
Sabe ao menos
Porque brilha mais bonita, amor

O astronauta ao menos
Viu que a Terra é toda azul, amor
Isso é bom saber
Porque é bom morar no azul, amor

Mas você, sei lá
Você é uma mulher, sim
Você é linda porque é”

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Créditos:
identidade visual e papelaria Biscoito Maria Estúdio
fotografia Júlio César Cardoso
vídeo Ivan Cardoso
vestido La Pen Atelier
dia da noiva Célio Faria Lourdes
acessório da noiva Júlia Astigarraga
terno do noivo Tribecca
buquê Lírio dos Vales Decorações

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